A Prefeitura Municipal de Maraú, no litoral sul da Bahia, acendeu o alerta sobre suas prioridades de gestão ao publicar o Edital da Concorrência Eletrônica Nº 001/2025.
O documento, veiculado no Diário Oficial do Município de 22 de outubro de 2025, detalha a licitação para a contratação de uma empresa especializada na pavimentação em paralelepípedos, além da implantação de guias e passeios na sede e distritos do município.
O que imediatamente chama a atenção é o montante destinado a essa obra de infraestrutura, que será julgada pelo critério de menor preço, o que soma impressionantes R$ 6.788.651,44 (seis milhões, setecentos e oitenta e oito mil, seiscentos e cinquenta e um reais e quarenta e quatro centavos).
Em um município com demandas sociais sabidamente urgentes, o investimento milionário em pavimentação com um material de custo tipicamente elevado como o paralelepípedo levanta questões cruciais.
A principal delas é se gastar mais de R$ 6,7 milhões nessa modalidade de obra é a necessidade mais premente que a gestão municipal deveria endereçar com essa vultosa quantia de recursos públicos.
O processo de contratação, que será realizado no dia 05 de novembro de 2025 sob as regras da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021), tem como objetivo formal a “Seleção de proposta apta a gerar o melhor resultado” para o serviço.
Embora o edital mencione a utilização de sistemas de referência de preços, como o SINAPI e o ORSE, para garantir a lisura e evitar a superestimação de valores, a magnitude do custo final exigirá um escrutínio rigoroso da população e dos órgãos de controle.
Em vez de focar integralmente em áreas de emergência social, como o reforço na saúde, na educação ou na ampliação do saneamento básico, a prioridade dada ao projeto de pavimentação em paralelepípedos coloca a transparência e a alocação de recursos da Prefeitura de Maraú (BA) sob um holofote de crítica.
A comunidade deve exigir detalhamentos sobre a composição desse custo e a justificativa técnica para o material escolhido, garantindo que o resultado final reflita a verdadeira urgência social e a responsabilidade fiscal com o dinheiro do contribuinte.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver

