Alta rejeição do lulismo e ao bolsonarismo mostra cansaço da população com velhos discursos

“A única certeza para 2026 é que o pleito poderá representar o ocaso da influência de um dos dois maiores líderes populares da história do país. Eles estiveram frente a frente em 2022 e no ano que vem, a exemplo do que ocorreu em 2018, salvo uma reviravolta inesperada, o confronto se dará de forma indireta.

Condenado e preso por tentativa de golpe, Jair Bolsonaro, aos 70 anos, luta para manter a relevância e o peso de sua família. Para ele, o maior pesadelo é ser esquecido, vendo da cadeia uma coalizão de direita seguir de forma independente. O anúncio da pré-candidatura de seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, faz parte de uma tentativa do ex-presidente de se manter no jogo.

Em posição muito mais confortável, Lula lidera as pesquisas no momento. O PT aposta todas as suas fichas na reeleição, pois sabe que uma derrota deixará o partido em uma situação muito difícil. Com a aposentadoria de seu principal líder, a sigla precisará construir na oposição, praticamente do zero, o projeto pós-Lula.

Além da dificuldade de formar sucessores, ambas as lideranças têm em comum os elevados índices de rejeição nas pesquisas. Esses números indicam o cansaço da população com os velhos discursos e a necessidade de que a campanha de 2026 traga novas propostas para os grandes problemas do Brasil na atualidade.”