
O início de abril foi pesado para o bolso do baiano. A Acelen, empresa de energia proprietária da Refinaria de Mataripe, reajustou em 15,3% o preço do gás de cozinha. Com o aumento, o consumidor pode desembolsar até R$ 165 para adquirir um botijão.
Tentando reverter esse cenário, o Governo Federal anunciou nesta segunda-feira, 6, um novo pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis diante da escalada do preço do petróleo causada pelo conflito no Oriente Médio.
Em relação ao Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o governo informou que haverá uma compensação relativa à diferença entre o preço nacional e o internacional, que será coberto por uma subnveção de até R$ 850 por tonelada para o produto importado.
Dúvida na Bahia
Quando anunciou o reajuste na semana passada, a detentora da Refinaria Mataripe informou que os preços dos produtos seguem critérios de mercado, que levam em consideração variáveis como custo do petróleo adquirido a preços internacionais, dólar e frete, podendo variar para cima ou para baixo.
Robério Souza, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas), informou para a reportagem que o consumidor irá encontrar o gás mais caro, em torno de R$ 8 a R$ 10.
Antes do aumento, o preço do botijão variava entre R$ 125 e R$ 155 em Salvador. O que significa que, com a estimativa, o valor pode chegar a R$ 165.
O preço médio do GLP disparou no mercado internacional desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã no Oriente Médio, de forma que importadores do produto no Brasil estariam pagando hoje um valor 60% superior ao que pagaram na semana anterior ao início do conflito.
A Tarde

