
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais anunciou, neste domingo (25), o encerramento oficial das buscas por vítimas do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho. A operação entrou para a história como uma das mais longas já realizadas no país, com 2.558 dias de trabalho ininterrupto.
Ao longo de mais de sete anos, as equipes analisaram mais de 10 milhões de metros cúbicos de rejeitos e conseguiram localizar 268 vítimas. Apesar do esforço, duas pessoas seguem desaparecidas, o que mantém viva a dor de familiares e amigos.
Segundo os bombeiros, toda a área atingida foi completamente vasculhada. Mais de 5 mil militares participaram da missão, com reforço de equipes de outros estados, uso de helicópteros, cães farejadores, escavadeiras e tecnologias específicas. A lama se espalhou por cerca de 290 hectares, atingindo instalações da mineradora, residências, áreas rurais e o Rio Paraopeba.
As buscas passaram por diferentes etapas. No início, o objetivo era encontrar sobreviventes. Com o passar do tempo, os trabalhos foram adaptados e, a partir de 2021, passaram a utilizar estações de triagem, onde o material era separado em busca de vestígios humanos e objetos pessoais.
Mesmo com o fim das operações de campo, o caso ainda não está encerrado. A Polícia Civil continua analisando fragmentos humanos que aguardam identificação. A última vítima reconhecida foi Maria de Lurdes da Costa Bueno, em fevereiro de 2025. Ao todo, a tragédia deixou 270 mortos, incluindo duas gestantes.

