Mulher é presa suspeita de matar filho por espancamento

A Polícia Civil de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, está investigando a morte de Davi de Araújo Silva, de 3 anos, ocorrida em 25 de março deste ano.

A principal linha de apuração aponta para um possível espancamento como causa da morte do menino, que tinha paralisia cerebral e atraso no desenvolvimento motor e cognitivo.

Bruna, mãe da criança, de 21 anos, foi presa temporariamente na última quarta-feira (2) como suspeita de envolvimento no caso. Após a prisão, a residência onde ela morava foi incendiada por populares. Um adolescente de 16 anos, namorado da mãe de Davi, também está sendo investigado.

De acordo com o delegado Ricardo Amaral, da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), Bruna afirmou em depoimento que deixou o filho com o padrasto enquanto levava outro filho à escola. Ao retornar, disse ter encontrado Davi passando mal, com sinais de convulsão.

A criança foi levada ao Hospital Estadual Costa das Baleias (HECB), mas já chegou em estado grave e não resistiu.

Exames periciais apontaram que Davi sofreu traumatismo craniano, fratura na clavícula e apresentava lesões no rosto compatíveis com agressão física. A causa da morte foi identificada como morte encefálica decorrente do traumatismo.

Segundo o delegado, o depoimento da mãe apresentou contradições, e ela foi ouvida duas vezes sem admitir qualquer responsabilidade. “A prisão é para aprofundamento das investigações. Notamos que ela estava mentindo ou tentando proteger alguém”, afirmou Amaral.

O adolescente suspeito também foi ouvido e alegou que o menino caiu durante o banho. A versão ainda está sendo investigada, mas o delegado destacou que nenhum dos responsáveis acionou o SAMU e optaram por levar a criança ao hospital por meio de transporte por aplicativo.

A polícia ainda não confirmou se o menino já sofria maus-tratos anteriormente. Caso fique comprovado o envolvimento da mãe no crime, ela poderá responder por homicídio qualificado, com pena prevista entre 12 e 30 anos de prisão.

Durante o cumprimento do mandado, o celular de Bruna foi apreendido e será submetido à perícia. Ela segue custodiada na Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas, à disposição da Justiça. O adolescente, após ser ouvido, foi liberado.