O bispo Bruno Leonardo Santos Cerqueira afirmou que a Justiça determinou a alteração do título de uma reportagem que o citava em um relatório da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF).
Segundo ele, a decisão judicial reconheceu que o conteúdo da matéria deveria ser reformulado para deixar claro que ele não é investigado na operação que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em pronunciamento nas redes sociais nesta sexta-feira (28), o religioso voltou a classificar as acusações como “perseguição” e “fake news”.
“Como eu disse ontem, fomos vítimas de uma reportagem tendenciosa. Nós entramos com um processo sobre isso e, hoje, às 13h, o juiz concedeu uma liminar determinando que o título da reportagem fosse refeito e falasse a verdade”, declarou.
O bispo também leu um trecho da decisão judicial: “Modifique o título e subtítulo da matéria jornalística questionada, a fim de que reflitam com precisão o conteúdo da reportagem, destacando que o autor não figura como investigado na operação policial”.
A polêmica começou após a divulgação de um relatório da PF e do MPF que cita uma transação de R$ 2,2 milhões entre a Igreja Batista Avivamento Mundial, da qual o bispo é responsável, e a empresa Starway Locação de Veículos.
Segundo a investigação, a empresa seria usada para lavar dinheiro do PCC. Apesar da citação no documento, Bruno Leonardo não aparece como investigado no caso.
Anteriormente, o bispo já havia se manifestado sobre o assunto, negando qualquer envolvimento com a facção criminosa.
Ele afirmou que a igreja apenas comprou automóveis da empresa investigada e que há notas fiscais e comprovantes que atestam a legalidade das transações.
Agora, com a decisão da Justiça, o bispo reforça sua posição de que está sendo alvo de acusações injustas e de uma tentativa de prejudicar sua imagem.