
A fila de regulação de leitos hospitalares na Bahia tem, segundo dados apresentados pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), pelo menos 225 pacientes em estado grave aguardando transferência para unidades com estrutura adequada, informação que tem chamado atenção de familiares e da sociedade civil.
Os números constam em um despacho da PGE no contexto de uma ação movida por um paciente de 64 anos que permanece internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Cristóvão, em Salvador, apesar de uma decisão judicial que ordenou sua transferência em até 12 horas. A Procuradoria afirma que não há vagas disponíveis na rede pública que atendam ao perfil clínico desses pacientes, o que atrasaria o cumprimento de ordens judiciais que determinam transferências urgentes.
De acordo com o documento, além do paciente que inspirou a ação, outros 225 casos similares aguardam vaga por falta de leitos compatíveis com tratamentos emergenciais exigidos por suas condições de saúde. Dois destes pacientes também têm decisões liminares garantindo transferência prioritária.
Entidades de saúde e familiares de pacientes têm alertado que a situação representa um grave gargalo no sistema público de saúde, onde a regulação de leitos responsável por encaminhar doentes conforme gravidade e disponibilidade enfrenta desafios estruturais, sobretudo em momentos de maior demanda, como o feriado e o período de Carnaval.
A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) e a PGE foram procuradas para comentar a situação, mas até o momento não houve resposta oficial além das informações prestadas nos autos do processo.

