MPF processa Globo e emissora pode pagar R$ 10 milhões após César Tralli pronunciar palavra errada

O Ministério Público Federal em Minas Gerais processou a Globo por pronúncia considerada incorreta da palavra “recorde”. O procurador responsável, Cléber Eustáquio Neves, pede que a emissora pague uma multa de R$ 10 milhões, segundo informações da coluna Outro Canal, da Folha de S. Paulo.

A ação civil pública aponta que repórteres e apresentadores da Globo, incluindo César Tralli, vêm adotando pronúncia equivocada do termo. O procurador afirma que isso teria efeito direto na população, que passaria a reproduzir o erro de forma massiva.

“A palavra ‘recorde’ é paroxítona, com a sílaba tônica em cor: reCORde. Portanto, não leva acento gráfico e não deve ser pronunciada como proparoxítona. Leia-se RÉ-cor-de”, explicou Cléber Eustáquio Neves à coluna.

Detalhes da ação

O procurador anexou vídeos de programas como Jornal Nacional, Globo Esporte e Globo Rural à petição inicial, destacando a pronúncia do apresentador César Tralli como exemplo. Segundo Neves, “a Globo atua como um braço do Estado na difusão de informações, portanto, a utilização da norma culta da língua portuguesa não é uma opção estética, mas um modelo de qualidade e eficiência administrativa”.