
Passar dos 50 anos não deveria ser encarado como um lamento, sobretudo em um tempo em que a expectativa de vida aumentou significativamente e a ciência oferece métodos cada vez mais eficazes para redefinir hábitos e prolongar o bem-estar físico e mental. Envelhecer, hoje, pode — e deve — ser um processo ativo.
É nessa perspectiva que atua o psicólogo e biohacker Marcos Apud, referência no universo do bem-estar e especialista em longevidade. Para ele, manter apenas a mente ocupada não é suficiente: o corpo precisa ser constantemente desafiado.
Entre as principais recomendações de Apud está o treino físico vigoroso e sistemático de força. Segundo o especialista, o corpo humano perde cerca de 5% de massa muscular a cada década após os 30 anos, um processo que se acelera com o sedentarismo e impacta diretamente a saúde, a mobilidade e a autonomia na maturidade.
O foco, porém, não está em exercícios leves e repetitivos. “Não se trata de fazer 40 repetições com pouco peso”, defende Apud. O ideal, segundo ele, é trabalhar com cargas desafiadoras, realizando entre 5 e 8 repetições, estimulando efetivamente o crescimento e a manutenção muscular.
A mensagem é clara: longevidade não é apenas viver mais, mas viver melhor. E isso exige menos passividade e mais ação — menos sudoku, mais suor.

