Em uma das noites mais eletrizantes da história recente do futebol sul-americano, o Palmeiras desafiou todas as probabilidades e reverteu um placar adverso de 3 a 0, goleando a LDU de Quito por 4 a 0 no Allianz Parque.
O triunfo épico garantiu o time na final da Copa Libertadores da América, onde enfrentará o rival Flamengo.
A partida foi um testemunho da força mental e da capacidade tática do elenco comandado por Abel Ferreira.
Após a dura derrota na altitude de Quito, o Palmeiras precisava de uma performance perfeita. E foi exatamente isso que entregou. Desde o apito inicial, a equipe impôs uma pressão sufocante, transformando a desconfiança em pura energia no estádio.
O jovem Allan, a aposta de Abel Ferreira para o setor de criação, assumiu o protagonismo. Com passes incisivos e movimentação constante, ele desequilibrou a fechada defesa equatoriana.
O primeiro gol, crucial para iniciar a reação, veio de seus pés: um cruzamento milimétrico que Sosa desviou para o fundo das redes.
A LDU tentou segurar o placar e usar o relógio a seu favor, mas o volume de jogo do Verdão era insustentável.
O segundo tempo entrou para a história. O time voltou com a mesma intensidade, e a vantagem do agregado começou a ruir.
O segundo gol, que empatava a série (2 a 3 no agregado na época), veio de uma jogada de pura raça; após levantamento na área, Vitor Roque desviou e o zagueiro Bruno Fuchs finalizou com força.
O momento decisivo, no entanto, veio dos pés do ídolo. Raphael Veiga, que já havia brilhado em outras noites de Libertadores, surgiu para consolidar a virada. Primeiro, em uma bela tabela com Vitor Roque, que o deixou cara a cara com o goleiro para marcar o terceiro gol.
Minutos depois, em um lance de pênalti, Veiga demonstrou frieza e bateu com precisão para fechar o placar em 4 a 0, decretando o milagre e a classificação.
Abel Ferreira surpreendeu ao escalar Allan para dar mais dinamismo à transição e optou por uma pressão alta coordenada.
A substituição do segundo tempo, que priorizou a manutenção de jogadores-chave como Veiga e a oxigenação do meio-campo, foi decisiva.
O Palmeiras soube anular as raras saídas em contra-ataque da LDU e manteve o domínio da posse (cerca de 69% no primeiro tempo), garantindo que o gol adversário não ameaçasse a missão.
O Palmeiras agora se prepara para enfrentar o Flamengo na final, em uma reedição da decisão de 2021.
A finalíssima acontecerá em campo neutro e promete ser o ápice da temporada sul-americana.
Jornalista Mateus Oliver

